quinta-feira, 26 de março de 2009

Começo.

Começo.

"E se eu pudesse,
um dia escreveria um livro
de discurso calado,
em formato de poesia,
com palavras vazias..
repletas do melhor conteúdo que há em mim!

Seria um vazio completo de tudo que eu "um dia quis",
mas não realizei..
e esse livro teria o nome de ''Começo.'',
porque depois,
com a alma mais leve,
quem sabe não houvesse espaço
pra eu completar com todo amor,
que espera - ansioso - pra ser,
Vivenciado..''

*..)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Do baú por amor!

''E há momentos em que não importa o quanto vc se importe..
algumas pessoas simplesmente não se importam''
- e elas têm esse direito.
Cabe então a nós então..
Sei lá, tentar pensar de outra maneira se, o "importar" afeta tanto..
Eu queria escrever mais... como antes. Páginas e páginas por dia..
crônicas, poesias..
mas não sai.
Ta preso, fechou a fábrica, ''the end''!
Sabe quando uma coisa q vc quer mt dizer fica na ponta da língua???
Pois eh. Ta aqui... na ponta dos dedos..
Mas já não parece mais tão inteligente e interessante quanto os textos que escrevia com 12 anos!!
Lá eu falava sobre a ''vida'', como se eu soubesse tanta coisa... Nossa... e naquele tempo, meus textos me impressionavam de tanta descoberta!
Já hoje... que teoricamente (e repito: TEORICAMENTE), sei muito mais, as minhas palavras emburreceram... ficaram chatas e sem sentido!
Já não falo mais com ''aquela'' sabedoria da minha ''mocidade''...
estive pensando agora, nesse minuto... acho q encontrei a ''diferença'' desses textos..
A platéia!
Sim! Antigamente eu tinha uma platéia... que sentia orgulho, ah muito orgulho de td q eu produzia.. papai e mamãe ouviam com graça meus textos, poesias... ''fala sobre suas férias'' e blá blá..
Eles sim me davam mt vontade de escrever... ouvir o velho dizendo ''ela vai ser jornalista'', fazia meus dedinhos coçarem atrás de um lápis e um papel em branco!
Redações??? as minhas estavam sempre no ''livro do ano'' da escola; e eu me achava ''a'' escritora.
Só não era uma boa arquivologista... perdi todas as minhas obras nas arrumações de gavetas da vida!!
Preciso aprender algo com isso tudo.. ''não importa o quanto as pessoas ouvem suas poesias.. chega uma hora q elas simplesmente não ouvem mais..''
E quando esse momento chegar, ó! É difícil dizer... é hora de deixar de ser artista, pra virar platéia de suas próprias produções!! Difícil heim?!?!
Ou então, arrumar outros ouvidos pra servirem de platéia pra vc. Mas já fique sabendo q não é eterno, pq ''não importa o quanto vc se importe....''
Em fim, cure-se desse marasmo, e orgulhe-se de suas obras. Nenhum ouvido vai saborear um texto seu, como os seus! E sabe o q é melhor? Seus ouvidos estão presos na sua cabeça e eles não podem se tapar, ou seja: sempre, repito: SEMPRE vão te escutar..
e isso não é o máximo?!
Aaaah amigos, como é ter vcs de volta..
Que essa estadia seja.... eterna.

:))

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009







Para começar esse novo desafio... q há muito me tira o sono; peguei um poema de um amigo chamado Drummond, que como tantos outros poemas dele, fala por mim de maneira quase arquetípica.
Portanto permito q tais palavras tomem meus espaços e externalizem por mim, aquilo q ainda não consegue sair..

Hoje permiti, que me desenhassem um carneiro.

"{…}Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize
e consume com seu poder de palavra..."


..*