"Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada.
Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto do frio. Gosto do quente (depende do momento.) Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu! Não sei sentir em doses homeopáticas.
Vou embora sem olhar pra trás. Dou a cara à tapa. Prefiro o certo ao duvidoso.
Se alguém estiver comigo, quero que de fato: esteja! Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte."
Que assim seja!
amém! =)
"- Mas... que fazes aqui? E ele repetiu-me então, brandamente, como coisa muito séria: - Por favor... desenha-me um carneiro... "
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Tempo...
Pedi pro tempo passar, pro tempo passar rápido por ali...
mas o tempo insistiu em ficar... disse que não tava com pressa, pediu pra sentar, pegou sua caneca e me pediu um café...
Andei inquieta sem lugar pra colocar as mãos, voltei e pedi... ''tempo, preciso q vc passe''; e quando me dei conta ele já havia ligado a tv e assistia uma comédia barata gargalhando sem vergonha... percebi que por mais que não quisesse; teria que fazer o café, pra ver se assim ele toparia botar o pé na estrada e seguir logo seu caminho... era preciso passar. tempo, é preciso passar... mas ele não me ouvia...
fiz o café com o peito esmagado. o tempo todo parado na nossa sala ocupa espaço de mais... fica difícil respirar; suaviza muito quando ele passa... passa tempo, passa...
preparei o café e sujei toda a cozinha, parece que perdi a cordenação motora; um estado quase que de embriaguez... não se demore tempo, passe.. tempo, passe...
e eu implorava ao tempo, não queredo ser rude... entendo o trabalho dele, entendo sim... sentar e tomar um café faz parte pra quem trabalha tanto.... mas justo nesse momento tempo? o café não pode ficar pra outro dia...?
mas o tempo n quis levantar... e eu continuava a desejar... passa tempo, passa...
ficou na minha sala por pouco mais de alguns instantes... mas senti como um pouco menos de bilhões de anos... tempo pesado, difícil estar ao seu lado... é tão melhor te dar aquele adeus e saber que vc vai passar...
passa tempo, acaba logo esse café e passa... to pedindo, por favor tempo, passa...
mas o tempo insistiu em ficar... disse que não tava com pressa, pediu pra sentar, pegou sua caneca e me pediu um café...
Andei inquieta sem lugar pra colocar as mãos, voltei e pedi... ''tempo, preciso q vc passe''; e quando me dei conta ele já havia ligado a tv e assistia uma comédia barata gargalhando sem vergonha... percebi que por mais que não quisesse; teria que fazer o café, pra ver se assim ele toparia botar o pé na estrada e seguir logo seu caminho... era preciso passar. tempo, é preciso passar... mas ele não me ouvia...
fiz o café com o peito esmagado. o tempo todo parado na nossa sala ocupa espaço de mais... fica difícil respirar; suaviza muito quando ele passa... passa tempo, passa...
preparei o café e sujei toda a cozinha, parece que perdi a cordenação motora; um estado quase que de embriaguez... não se demore tempo, passe.. tempo, passe...
e eu implorava ao tempo, não queredo ser rude... entendo o trabalho dele, entendo sim... sentar e tomar um café faz parte pra quem trabalha tanto.... mas justo nesse momento tempo? o café não pode ficar pra outro dia...?
mas o tempo n quis levantar... e eu continuava a desejar... passa tempo, passa...
ficou na minha sala por pouco mais de alguns instantes... mas senti como um pouco menos de bilhões de anos... tempo pesado, difícil estar ao seu lado... é tão melhor te dar aquele adeus e saber que vc vai passar...
passa tempo, acaba logo esse café e passa... to pedindo, por favor tempo, passa...
sábado, 20 de novembro de 2010
Feliz, sim! Feliz Aniversário!
Tem gente que só vem aqui uma vez ao ano... ansiosamente (ou curiosamente) pra saber
“o que vai entrar nas memórias desse aniversário”...
Apesar de tudo que estava na ponta dos dedos pra representar a "trajetória dos 22 anos" percebi que não havia nada melhor do que contar sobre a menina e o barco... se vc não gosta muito de aventuras ou enjoa mt fácil, não precisa ir mais além...
Mas aos que quiserem molhar os pés na água dessa história, tenham uma Boa viagem!
''Eis que é chegada a hora"
Era fim de tarde e lá estava ela, sentada na beirada do cais, balançando os pés sobre a água. Olhava atentamente aquela imensidão azul do mar. O mar lhe causava medo e admiração e ainda não consigo compreender porque ela sentia tanto prazer nisso...
O barco estava ao seu lado, atracado já há algum tempo; como um descanso merecido depois de viagens tão exaustivas. E lá estava ela: fiél ao barco; fiél ao mar, aguardando o momento da nova partida..
A água gelada provocava arrepios quando o vento soprava e ela teve aquele sentimento de novo... Lembrou-se então de todos os lugares por onde já havia passado... e é incrível a memória que ela tinha! Era capaz de sentir cheiros e sabores ao recordar algumas aventuras... e foram tantas!
Ela olhou mais uma vez para o mar, como quem partilha da mesma cumplicidade; é como se ele compreendesse tudo aquilo que ela sentia apenas num olhar. E ele concordou com ela. Ele parecia sentir exatamente a mesma coisa...
A maré já estava subindo e já não se avistava mais garças no céu, e ela se deu conta que já haviam mudado até as estações, e por mais difícil que fosse... ela sabia que era chegada a hora.
Fitando os olhos, na mesma posição, ela compreendeu que apesar de toda segurança que aquele cais lhe confiava; era necessário ir um pouco mais além.
Ela continuou sentada e pela primeira vez depois de grandes jornadas, ela sentiu um grande medo. Até aquele momento ainda não havia enfrentado uma viagem tão ousada em águas tão profundas e desconhecidas...
Levantou-se então devagar, ainda insegura de suas escolhas, passou o olho por dentro da embarcação e avistou dois remos. Foi andando para dentro do barco e pela primeira vez ela percebeu as marcas dos próprios pés molhados, no chão do navio...
''experimentar o mar é deixar sempre um rastro de nós, por onde vamos depois...''
ela pensou...
Entrou e percebeu que jamais havia reparado nos detalhes do seu próprio barco como estava fazendo agora... ''parece que quando vamos fazer grande viagens, precisamos ter absoluta certeza que a nossa embarcação está preparada para alguns desafios''... e olhou a proa; conferiu o leme do navio; e até as marcas de outras aventuras ela olhou atentamente... já sabia que não se deve navegar muito rápido em mares congelados; e que não se deve enfrentar fortes ventos em embarcações pequenas... aquelas marcas no navio não a deixariam esquecer isso.
Então devagar como quem aprecia um bom vinho, ela saboreava as incertezas da nova empreitada, e silenciosamente fazia seus apelos de socorro... se fosse possível ficar no cais... pensou. E veio aquele mesmo sentimento... o cais já não bastava mais para ela.
O desejo de ir mais além, era maior do que o grande medo... e ela pisou com segurança na sua embarcação como quem diz: ''estamos juntos nessa! Eu confio em você'', mesmo sabendo que há lugares nesse grande mar, que até as embarcações mais fiéis podem nos surpreender.. há tormentas em que não é possível confiar em ninguém... e isso faz parte da viagem.. são justamente esses desafios que fazem os grande navegantes.
Ela começou então a olhar tudo que havia no seu barco, e já com saudade, começou a tentar escolher o que ela poderia levar e o que ela teria que deixar... afinal, há viagens que são tão longas; que algumas bagagens podem nos impedir de flutuar. Ela sabia disso.. era preciso deixar no cais aquilo que lhe causava mais peso... e como era difícil decidir!
Foi retirando então os fardos mais pesados; aqueles nos quais ela só carregava porque achava que era parte dela; como uma responsabilidade eterna e cansativa.. ela começou então, um por um, com grande pesar, a colocá-los para fora do navio... Surpreendeu-se com a pilha que fez no pier, e se perguntou como aquele peso todo não havia ainda afundado seu pequeno barco... ''nossos barcos são tão resistentes e respeitosos com nossos fardos. Mas muito peso pode não nos levar longe de mais'', pensou..
Continuou analisando toda aquela bagagem, e viu que ainda precisaria se desfazer de algumas coisas que estavam ali... olhou para sua memórias quietinhas no canto do barco, como quem se escondia de seu olhar por não querer ficar para trás...
Ela olhou uma por uma, e viu que algumas lembranças lhe causariam eternas saudades.. e fariam ela se questionar se havia feito a melhor escolha em viajar. Foi a primeira vez que ela não se conteve; sentou ao lado de algumas lembranças tentando se justificar e chorou... e lá ficou por muito tempo...
Puxou o ar decidida, levantou-se ainda com lágrimas nos olhos, mas com um olhar amoroso, pegou com cuidado as melhores lembranças, guardou-as em caixas para garantir que estariam seguras, e andando foi até o pier, e lá as colocou... ao olhar para trás se deu conta de como era engraçado perceber, que fardos e lembranças, mesmo fora do barco, continuariam sempre lado a lado...
Voltou pra dentro e viu alguns objetos que lembravam pessoas que amava; um por um, foi levando para fora de sua embarcação... materializar as lembranças, consegue ser mais pesado que as próprias lembranças... e ela não poderia levar esse peso.
Quando ela chegou novamente ao barco, percebeu que não havia mais quase nada por ali; a não ser uma memória, do dia que ela decidiu sair do cais; para que jamais esquecesse que era necessário continuar remando, para chegar no mais além...
Olhou atentamente para o próprio corpo: braços, pernas, cabelos... e percebeu que o maior peso de tudo aquilo que ela tinha no barco era sua própria existência, e ainda estava ali... sentiu pulsar nas suas veias um pouco de cada uma das coisas que ela havia deixado no pier; e então teve certeza que fez a escolha certa. Porque as lembranças e tudo aquilo que era verdadeiramente importante pra ela, já havia se materializado nas sua próprias experiências... seu corpo vivo era a maior expressão de tudo que havia vivido, e as marcas reais de todos que um dia passaram por ela, estariam para sempre ali naquele corpo, e ela os levaria consigo, até o fim...
Vestiu sua blusa de lã para agüentar o frio da noite que vinha chegando, colocou num lugar seguro sua única flor, que a acompanhava por todas as viagens... afinal de contas, ela não conseguiria viver muito tempo sem a prática do cultivar... conferiu o galão de água, suficiente para chegar à algum lugar que ela não sabia onde era; alguns pães e um guarda sol para os dias de muito calor.
Tudo pronto...Tomou então os remos nas mãos, e decidiu não olhar para trás... quando decidimos ir mais além e deixamos o barco pronto, não devemos mais olhar o que fica...
Soltou a corda que prendia o barco ao cais; mas não a cortou. Deixou lá no barco, caso um dia encontrasse algum outro cais no qual precisasse ou desejasse desembarcar... é sempre bom ter algo para que possamos prender nosso barco em segurança...
Velejou suavemente sobre o azul marinho, tendo na face a brisa leve que lhe dava boas vindas... já era tempo de estarmos juntas outra vez, a brisa parecia ter sentido falta da menina..
Olhou ao lado e confirmou o que já sabia... lá estava Ele deitado sobre um travesseiro; Ele dormia sim, mas ela não sentiu medo, pois sabia que mesmo diante de qualquer tribulação, Ele estaria com ela, dentro do navio...
"Menina que cantava sorriso e sorria melodia''...
Lá ia ela, assoviando sua "uma música" aconchegada na sua embarcação, rumo ao Mais Além.
(H.L.A)
(Onde qualquer semelhança, não é mesmo, mera coincidência!)
Ela voltou a escrever. E isso rendeu um sorriso muito sincero!
As vezes nossos barcos ficam muito seguros no cais. Mas isso não é o mais importante. Importante é nunca esquecer, que eles não foram feitos pra isso.
Pra você, pode até não ser hoje... mais um dia amigo, “Eis que é chegada a hora”!
23 anos... é bom estar com vcs. Espero que possamos fazer juntos, uma ótima viagem...
Deus, sinceramente... obrigada por TUDO!! Esse ano eu quase me esqueci que seu amor velava por mim... quase!
Um beijo pra quem molhou os pés, e chegou até aqui! rs
Obrigada! =)
“o que vai entrar nas memórias desse aniversário”...
Apesar de tudo que estava na ponta dos dedos pra representar a "trajetória dos 22 anos" percebi que não havia nada melhor do que contar sobre a menina e o barco... se vc não gosta muito de aventuras ou enjoa mt fácil, não precisa ir mais além...
Mas aos que quiserem molhar os pés na água dessa história, tenham uma Boa viagem!
''Eis que é chegada a hora"
Era fim de tarde e lá estava ela, sentada na beirada do cais, balançando os pés sobre a água. Olhava atentamente aquela imensidão azul do mar. O mar lhe causava medo e admiração e ainda não consigo compreender porque ela sentia tanto prazer nisso...
O barco estava ao seu lado, atracado já há algum tempo; como um descanso merecido depois de viagens tão exaustivas. E lá estava ela: fiél ao barco; fiél ao mar, aguardando o momento da nova partida..
A água gelada provocava arrepios quando o vento soprava e ela teve aquele sentimento de novo... Lembrou-se então de todos os lugares por onde já havia passado... e é incrível a memória que ela tinha! Era capaz de sentir cheiros e sabores ao recordar algumas aventuras... e foram tantas!
Ela olhou mais uma vez para o mar, como quem partilha da mesma cumplicidade; é como se ele compreendesse tudo aquilo que ela sentia apenas num olhar. E ele concordou com ela. Ele parecia sentir exatamente a mesma coisa...
A maré já estava subindo e já não se avistava mais garças no céu, e ela se deu conta que já haviam mudado até as estações, e por mais difícil que fosse... ela sabia que era chegada a hora.
Fitando os olhos, na mesma posição, ela compreendeu que apesar de toda segurança que aquele cais lhe confiava; era necessário ir um pouco mais além.
Ela continuou sentada e pela primeira vez depois de grandes jornadas, ela sentiu um grande medo. Até aquele momento ainda não havia enfrentado uma viagem tão ousada em águas tão profundas e desconhecidas...
Levantou-se então devagar, ainda insegura de suas escolhas, passou o olho por dentro da embarcação e avistou dois remos. Foi andando para dentro do barco e pela primeira vez ela percebeu as marcas dos próprios pés molhados, no chão do navio...
''experimentar o mar é deixar sempre um rastro de nós, por onde vamos depois...''
ela pensou...
Entrou e percebeu que jamais havia reparado nos detalhes do seu próprio barco como estava fazendo agora... ''parece que quando vamos fazer grande viagens, precisamos ter absoluta certeza que a nossa embarcação está preparada para alguns desafios''... e olhou a proa; conferiu o leme do navio; e até as marcas de outras aventuras ela olhou atentamente... já sabia que não se deve navegar muito rápido em mares congelados; e que não se deve enfrentar fortes ventos em embarcações pequenas... aquelas marcas no navio não a deixariam esquecer isso.
Então devagar como quem aprecia um bom vinho, ela saboreava as incertezas da nova empreitada, e silenciosamente fazia seus apelos de socorro... se fosse possível ficar no cais... pensou. E veio aquele mesmo sentimento... o cais já não bastava mais para ela.
O desejo de ir mais além, era maior do que o grande medo... e ela pisou com segurança na sua embarcação como quem diz: ''estamos juntos nessa! Eu confio em você'', mesmo sabendo que há lugares nesse grande mar, que até as embarcações mais fiéis podem nos surpreender.. há tormentas em que não é possível confiar em ninguém... e isso faz parte da viagem.. são justamente esses desafios que fazem os grande navegantes.
Ela começou então a olhar tudo que havia no seu barco, e já com saudade, começou a tentar escolher o que ela poderia levar e o que ela teria que deixar... afinal, há viagens que são tão longas; que algumas bagagens podem nos impedir de flutuar. Ela sabia disso.. era preciso deixar no cais aquilo que lhe causava mais peso... e como era difícil decidir!
Foi retirando então os fardos mais pesados; aqueles nos quais ela só carregava porque achava que era parte dela; como uma responsabilidade eterna e cansativa.. ela começou então, um por um, com grande pesar, a colocá-los para fora do navio... Surpreendeu-se com a pilha que fez no pier, e se perguntou como aquele peso todo não havia ainda afundado seu pequeno barco... ''nossos barcos são tão resistentes e respeitosos com nossos fardos. Mas muito peso pode não nos levar longe de mais'', pensou..
Continuou analisando toda aquela bagagem, e viu que ainda precisaria se desfazer de algumas coisas que estavam ali... olhou para sua memórias quietinhas no canto do barco, como quem se escondia de seu olhar por não querer ficar para trás...
Ela olhou uma por uma, e viu que algumas lembranças lhe causariam eternas saudades.. e fariam ela se questionar se havia feito a melhor escolha em viajar. Foi a primeira vez que ela não se conteve; sentou ao lado de algumas lembranças tentando se justificar e chorou... e lá ficou por muito tempo...
Puxou o ar decidida, levantou-se ainda com lágrimas nos olhos, mas com um olhar amoroso, pegou com cuidado as melhores lembranças, guardou-as em caixas para garantir que estariam seguras, e andando foi até o pier, e lá as colocou... ao olhar para trás se deu conta de como era engraçado perceber, que fardos e lembranças, mesmo fora do barco, continuariam sempre lado a lado...
Voltou pra dentro e viu alguns objetos que lembravam pessoas que amava; um por um, foi levando para fora de sua embarcação... materializar as lembranças, consegue ser mais pesado que as próprias lembranças... e ela não poderia levar esse peso.
Quando ela chegou novamente ao barco, percebeu que não havia mais quase nada por ali; a não ser uma memória, do dia que ela decidiu sair do cais; para que jamais esquecesse que era necessário continuar remando, para chegar no mais além...
Olhou atentamente para o próprio corpo: braços, pernas, cabelos... e percebeu que o maior peso de tudo aquilo que ela tinha no barco era sua própria existência, e ainda estava ali... sentiu pulsar nas suas veias um pouco de cada uma das coisas que ela havia deixado no pier; e então teve certeza que fez a escolha certa. Porque as lembranças e tudo aquilo que era verdadeiramente importante pra ela, já havia se materializado nas sua próprias experiências... seu corpo vivo era a maior expressão de tudo que havia vivido, e as marcas reais de todos que um dia passaram por ela, estariam para sempre ali naquele corpo, e ela os levaria consigo, até o fim...
Vestiu sua blusa de lã para agüentar o frio da noite que vinha chegando, colocou num lugar seguro sua única flor, que a acompanhava por todas as viagens... afinal de contas, ela não conseguiria viver muito tempo sem a prática do cultivar... conferiu o galão de água, suficiente para chegar à algum lugar que ela não sabia onde era; alguns pães e um guarda sol para os dias de muito calor.
Tudo pronto...Tomou então os remos nas mãos, e decidiu não olhar para trás... quando decidimos ir mais além e deixamos o barco pronto, não devemos mais olhar o que fica...
Soltou a corda que prendia o barco ao cais; mas não a cortou. Deixou lá no barco, caso um dia encontrasse algum outro cais no qual precisasse ou desejasse desembarcar... é sempre bom ter algo para que possamos prender nosso barco em segurança...
Velejou suavemente sobre o azul marinho, tendo na face a brisa leve que lhe dava boas vindas... já era tempo de estarmos juntas outra vez, a brisa parecia ter sentido falta da menina..
Olhou ao lado e confirmou o que já sabia... lá estava Ele deitado sobre um travesseiro; Ele dormia sim, mas ela não sentiu medo, pois sabia que mesmo diante de qualquer tribulação, Ele estaria com ela, dentro do navio...
"Menina que cantava sorriso e sorria melodia''...
Lá ia ela, assoviando sua "uma música" aconchegada na sua embarcação, rumo ao Mais Além.
(H.L.A)
(Onde qualquer semelhança, não é mesmo, mera coincidência!)
Ela voltou a escrever. E isso rendeu um sorriso muito sincero!
As vezes nossos barcos ficam muito seguros no cais. Mas isso não é o mais importante. Importante é nunca esquecer, que eles não foram feitos pra isso.
Pra você, pode até não ser hoje... mais um dia amigo, “Eis que é chegada a hora”!
23 anos... é bom estar com vcs. Espero que possamos fazer juntos, uma ótima viagem...
Deus, sinceramente... obrigada por TUDO!! Esse ano eu quase me esqueci que seu amor velava por mim... quase!
Um beijo pra quem molhou os pés, e chegou até aqui! rs
Obrigada! =)
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Se há de fato algo nesse mundo que nos move em linhas de frequência.. algumas ligações parecem não perder a sintonia. E isso é bom. Mostra que os sinais ainda que distantes seguem um mesmo caminho... partem de um mesmo lugar, chegam ao mesmo destino.
Mas algumas interferências me causam borboletas no estômago e um silêncio de prender a respiração!
Seria como querer falar e não saber dizer. É vontade de sair e perceber que o destino na verdade, é a variável de menor importância... Ter presença nem sempre é ter companhia; e há momentos em que alguns ''silêncios'' preenchem mais que duas ou três palavras...
É preciso lembrar que as pessoas são substituíveis sim. Mas o que elas causam no seu dia, não! E ainda bem que existem as frequências... caso contrário, teria uma leve sensação de vazio.
É mais do que ver o sol nascer. É o calor que a sintonia traz... é quando o sol se torna um mero coadjuvante...
Bom mesmo é o sorriso que escapa ao sentir que não estamos sozinhos. Nós estamos aqui, ainda que não pareça. E a sensação de que ''apenas começamos'' é a prova de que isso tudo, nada mais é, do que a parte limitada de um todo... e que esse todo sempre reserva boas surpresas.
Que as metáforas não causem estranhamento... é que no fundo eu acho tão bonito isso de ser abstrato... A verdade é que eu sei que já fez sentido, antes mesmo de se fazer texto... :)
Ouvindo Angel - Sarah Mclachlan
Frase do dia: "Pele é um bicho traiçoeiro" - Bem-dito por Arnaldo Jabor
E uma única certeza: haja o que houver... ''Encontre-me em Montauk"!
=)
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
É o tempo da travessia..

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia.. e se não ousamos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos..''
Ir mais além, é preciso.
É o tempo, da travessia..
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
dai-me a sensibilidade de compreender as sutilezas dessa vida
sem perder a fé; nem perder a rima..
Deixa tocar em mim Tuas canções,
de mares, silêncios..
que cada passo meu seja leve e intenso,
para que eu tenha prazer de caminhar por todos os lugares onde me mandar...
E que o que for do mundo seja meu;
porque tudo que é meu Pai, já é mundo.
Que seja assim.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
"Quando o dinheiro sai pela porta... o amor sai pela janela"
É isso. Mais um ano letivo começando, e a preocupação com os gastos intermináveis de quem faz Universidade Pública e não tem tempo para trabalhar (namorar, familiar, até mesmo... estudar..).
E como dinheiro não cai do céu, nem no bolso dos "bons meninos", "bons filhos" e de quem "come tudo"... ficamos aqui com a constante preocupação de "como vai ser no mês que vem?" =$
E a única certeza que permanece é a de que :
"Quando o dinheiro sai pela porta... o amor sai pela janela"
"Te amo, te amo! Mas não mexa no meu bolso!!"
Resista!
Mais do que existir, há algo de grande importância que devemos aprender a fazer nessa vida: resistir!Resistir a tudo que nos impede de ser, e querer ser aquilo que precisamos ser, vivenciar... ou nenhuma dessas coisas, ou todas essas coisas juntas! Sabe, muita coisa rodeia nossa cabeça todos os dias e por vezes temos dificuldade de sentir... isso mesmo; ter a prática do deixar-se permitir.
Deixar-se permitir fazer tudo que é essencial, fundamental e bilateral: o contato.
Contato com a terra que pisamos, sentir aquele friozinho gostoso da areia da praia antes do sol nascer... aquela mesma areia que absorve todo calor ao meio dia, e reflete toda luz. Isso não lhe parece magnífico?
Contato com o ar que a todo instante nos toca... alguns momentos em forma de brisa leve, outros de fortes ventos... em qualquer uma de suas formas, ele vem carregado de energia, essa mesma que é capaz de ligar o chuveiro elétrico da sua casa. Isso não parece incrível??
Contato com a água que se manifesta de inúmeras formas e sabores... desde a chuva refrescante, até o oceano que nos provoca silêncio e admiração; águas capazes de fazer de suas correntes, o contrário do aprisionamento: a liberdade do ir e do vir... você recebe pelas ondar do mar contato com pessoas do outro lado do mundo, que em algum dia resolveram se banhar. Isso não parece curioso??
Contato com todos os bixos que por algum motivo atravessam seu caminho no decurso do seu dia... seja seu gato, misterioso; seu cachorro, fiél e companheiro ou aqueles pombos da praça que se enchem de razão para pedir a você o alimento de cada dia; e inevitavelmente o alimento que você fornece é o amanhecer de algum agricultor há quilômetros dali... e por mais que você não perceba, você estabeleceu um contato. E o pombo também!
Mais do que todas essas coisas, essencial é vivenciar o contato com o outro e consigo mesmo; convíctos de que tudo se relaciona junto e ao mesmo tempo. Tudo que passa por você, tudo que você passa para alguém, desde um olhar até um bom (ou não) pensamento tem o poder de afetar a você e ao outro, e ao mundo...
Essa energia que nos rodeia e ao mesmo tempo nos conecta é capaz de nos fazer enchergar o que o "Pequeno Príncipe" chamou de "invisível aos olhos". Acho que ele estava dizendo de "permitir-se viver"; sentir a essencia... fechar os olhos, abrir o coração.
Provavelmente você já passou por isso em algum momento da sua vida... parece que "do nada" você passou a ver o que sempre esteve ali! Mas aí volta a correria do dia a dia e você esquece tudo de novo!!
Na minha vida aprecio intensamente as trocas; e tenho procurado vivenciá-las também.
Hoje olho para trás e percebo o quanto fui "afetada" por todos que de alguma maneira passaram pela minha história... e mesmo que distantes, todos permanecem aqui, naquilo que foi construído. "Nada se fez, nada se faz sozinho". E agradeço por isso.
Por isso se você um dia vir uma placa dizendo que é proíbido pássaro, pouse em cima dela e pratique a resistência!!
=)
Obrigada pra quem leu!!
Valeu o contato!!
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