quarta-feira, 26 de outubro de 2011





O dia que não volta mais,

o sorriso que não vejo mais,

o silêncio que não aprecio e a risada que já não posso escutar.

A gente erra o tempo todo na tentativa inútil de acertar; de conseguir tornar eterno aquilo que é tão frágil, a ponto de ser passageiro...

Se a gente não cuida direito, o real se perde..., a gente se perde e perde o outro também.




O que resta depois que o filme acaba? Apenas um bilhete partido nas mãos...


"Desculpe estou um pouco atrasado, mas espero que ainda dê tempo, de dizer que andei errado e eu entendo..."



Não queria, mas entendo. Queixas um tanto quanto justificáveis.

O mais triste da vida é que ninguém te ensina isso a tempo de não perder... De não perder abraços que aquecem; a ponto de não valorizar um sono; a ponto de ver primavera num defeito; a ponto de respeitar as famílias e entender que assim, respeitamos um pouco do outro também; a ponto de assistir o novo filme da piratas no caribe 3D; a ponto de ver mais um pôr-do-sol no farol; a ponto de comer um último miniquibe do Habibs; a ponto de programar aquela última viagem; a ponto de perceber que a vida é bem melhor do que aquele sonho de verão; a ponto de valorizar o que se tem; a ponto de cultivar o que se tem mesmo com os defeitos, e não querer perder jamais... Uma pena, que ninguém nos ensine isso a tempo.



E o tempo nos prega assim uma das suas mais belas peças... sambamos no seu rítmo; choramos quando muda de melodia; mas ela exige que não deixemos de dançar.Pés cansados. Sapatos novos. Velhos sapatos pegam a forma do nosso pé... mas as vezes até eles também acabam... Eu entendo. Mas hoje, só hoje, quero ouvir aquela música velha, e dançar descalça uma música velha e sentir o tumtum que fará.

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